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domingo, 3 de julho de 2016

MUDAMOS PARA UM NOVO ENDEREÇO!

Mudamos pra um novo endereço! E junto com as mudanças, temos... mais mudanças! rs

É que o Blog da Preta&Gorda agora conta com um espaço maior para Artigos bem legais, espaço para divulgação das nossas leitoras e também uma prévia das inspirações que rolam tanto no Instagram, Tumblr e na própria página. 

Estou  preparando um conteúdo bem legal pra vocês e espero que esteja de acordo com as vossas expectativas. 

De 2012 pra cá, a minha vida teve um turbilhão de mudanças. Conheci e desconheci pessoas, fiz e desfiz amizades, tentando encontrar uma centralidade sobre o que se fala a respeito do Movimento Negro. Confesso que muito me decepcionei nesse caminhar, não pelo Movimento Negro em si, mas pelo que andaram e andam fazendo dele.

Hoje, no início de 2016, me encontro como mulher preta, aprendendo sobre aspectos do MN que pouco se fala hoje. E no meio de tantas outras coisas, estaremos também refletindo sobre esses aspectos através de artigos, links, vídeos bem legais que estarei disponibilizando.

Então 'vamo que vamo' nessa nova fase. A de reconhecer-se como indivíduo preto/a , com uma ótica cada vez mais enegrecida sobre nossas questões.

Beijos e divirtam-se.
Preta&Gorda.

NOVO ENDEREÇO: http://pretaegorda.wix.com/blogpretaegorda

domingo, 26 de junho de 2016

Lançamento da Campanha NÃO VOTE, REAJA e do jornal ASSATA SHAKUR, no Rio de Janeiro!

Dia 01/07/2016, Sexta-Feira, na Cinelândia-RJ, haverá o lançamento da campanha NÃO VOTE, REAJA e do jornal ASSATA SHAKUR, uma mídia panafricanista, apartidária, ligada à campanha Reaja ou Será Morto, Reaja ou Será Morta Uma boa oportunidade para as irmãs e os irmãos conhecerem a militância e somar!
Local: Alcindo Guanabara, 20 - Cinelândia - Rio de Janeiro.
Dia: 01/07/2016 às 18h.

Frente ao Genocídio do Povo Negro, Nenhum Passo Atrás! 

‪#‎ReajaOuSeráMortx‬ ‪#‎MídiaPretaIndependente‬ ‪#‎JornalAssataShakur‬  #pretaegorda #ReajaOuSeraMortoReajaOuSeraMorta #racismo #panafricanismo,

quinta-feira, 16 de junho de 2016

TUPAC: Vida e morte do maior rapper que o mundo já conheceu



Um embrião na prisão, cultivado através das grades. No dia 16 de junho de 1971, “Lesane Parish Crooks” entraria nesse mundo. Todos o conheceriam mais tarde como “ Tupac Amaru Shakur”, mais poucos sabiam o impacto que ele iria causar.
A mãe de Tupac, Afeni Shakur, fazia parte do famoso grupo político “panteras negras”, um movimento que lutava contra o preconceito aos Afro-americanos. Afeni estava grávida de Tupã quando foi presa. Seu padrasto, Mutulu Shakur, foi sentenciado a 60 anos de cadeia por roubar um carro e matar a vítima. Isso teve um grande impacto na vida Tupac, que cresceu sem a figura paterna ao seu lado. Nas ruas, os únicos modelos em que Tupac podia se espelhar eram os traficantes e cafetões.
Tupac se mudou pra Baltimore ainda garoto. Ele descreve essa época como os melhores momentos da sua vida. Pac se destacava nas aulas de teatro e já demonstrava um talento acima da média. Mesmo muito novo, Tupac falava com muita desenvoltura sobre assuntos raciais. Seus professores o consideravam  um aluno muito dedicado e interessado. Era ávido leitor, devorando desde livros sobre religiões orientais ate enciclopédias inteiras. Tupac compôs sua primeira musica em Baltimore atrás do apelido “MC New York”. A música falava sobre armas e era inspirada no assassinato de um amigo seu.
De Baltimore, a então viciada em crack, Afeni Shakur, se mudou com a família para Marin City, Califórnia, Lado Oeste (Westside). Foi nessa época que Tupac começou a vender drogas. Os traficantes e cafetões diziam a 2Pac que caso precisasse de algum dinheiro para financiar seus interesses na música o ajudariam. “Eles eram como meus patrocinadores” diz. Foi nessa época que Tupac fundou um grupo chamado “Strictly Dope” junto com o amigo DJ Dize. As músicas gravadas nessa época viriam a tona apenas em 2001 sob o nome de “Tupac Shakur: The Lost Tapes”. Suas performances na vizinhança fizeram com que Tupac assinasse com a Digital Underground de Shock G.
Em 1990, 2Pac trabalhava como roadie e dançarino na Digital Underground. Suas primeiras letras eram notáveis e revelaram a tendência para sua personalidade violenta. Em uma música que fez parte da trilha sonora do filme “Nothing But Trouble” chamada “Same Song”, Tupac conheceu o sucesso pela primeira vez.
Em 1991, lança seu primeiro álbum, “2Pacalypse Now”, que vendeu mais de um milhão de cópias. Enquanto Tupac falava de problemas comuns entre os jovens pobres como gravidez na adolescência e violência, também falava sobre policiais de forma violenta, o que faz com que os críticos prestassem atenção em seu álbum, especialmente depois de um jovem ter matado um policial alegando que foi inspirado em uma das músicas do grande álbum.
O vice presidente dos EUA, Dan Quayle, denunciou o álbum publicamente dizendo que não havia espaço na sociedade para algo do tipo. O álbum não gerou nenhum single que ocupasse o primeiro lugar nas paradas. Seu segundo álbum, “Strictly 4 my N.I.G.G.A.Z.” foi produzido por Stretch e the Live Squad e gerou dois hits que ocuparam a primeira posição nas paradas: A emotiva Keep Ya Head Up e a festiva I Get Around.
No começo de 1993, Tupac funda o grupo Thug Life com alguns amigos, incluído, Big Syke, Macadoshis, seu irmão Mopreme e Rated R.O grupo lança o primeiro álbum, intitulado “Thug Life Volume 1” pela Interscope em 1994. Apesar do conteúdo Hardcore, o trabalho foi um sucesso de vendas. O grupo se desfez assim que Tupac saiu da prisão.
Em 1995, o rapper foi acusado de abusar sexualmente de uma mulher em um hotel. Segundo Pac, a mulher, que ele havia conhecido em uma boate, teria feito sexo oral nele em plena pista de dança e teria ido com ele para um hotel por livre e espontânea vontade. Shakur disse que tudo não passou de um armação. Fevereiro do mesmo ano, devido a tal fato, Tupã foi sentenciado a quatro anos e meio de prisão por estupro, embora tivesse negado veementemente. Pouco depois do ocorrido, Tupac havia levado cinco tiros em um assalto ocorrido em um estúdio de Nova York. Tupac deu informações em detalhes sobre o ocorrido em uma entrevista pra Vibe.
O astro começou a cumprir sua pena no presídio de Clinton. Pouco depois, seu multi-platinado “Me against the world” é lançado. Tupac entra para a historia como o único artista a ter um álbum em primeiro nas paradas estando preso. “Este sempre será meu álbum favorito”, disse ele a uma entrevista. Enquanto os guardas provocavam na cadeia dizendo que Tupac não era mais o mesmo, ele ria e dizia : “Meu álbum é numero 1 no pais inteiro e apenas bateu Bruce Springsteen no topo da Billboard”. Na cadeia, se casou com a namorada Keisha Morris, uma união que foi desfeita pouco tempo depois.
Após quase onze meses na prisão, Tupac foi liberado, logo apos ter feito um acordo com Suge Knight, o cabeça do “Death Row Records”. Suge pagou a fiança de 1.4 milhões de dólares. Em troca o artista deveria lançar 3 álbuns pela sua gravadora. Imediatamente apos sair da prisão, Tupac começou a trabalhar em um novo álbum. Em feveireiro de 96, ele lança seu quarto álbum, “All eyes on me”, o primeiro álbum duplo da historia do rap. O sucesso foi tremendo e vendeu mais de 9 milhões de copias e é considerado por muitos o melhor álbum do gênero. Em meio a tanto sucesso, Tupac foi assassinado em 1996, quando saia de uma luta de seu amigo Mike Tyson.
Logo apos sua morte, a Death Row lança o álbum “The Don Killuminati”, com o pseudônimo de “Makavell”. A capa traz um 2Pac crucificado com uma coroa de espinhos na cabeça e um mapa das principais gangues do país. Em janeiro de 1997, a Gramercy pictures lança “Gridlock’d”, um filme em que Tupac interpreta um viciado em drogas e que foi bem aceito pela crítica, recebendo inúmeros elogios. Seu ultimo filme, “Gang Related”, seria lançado meses depois. Antes de Morrer, Tupac deixou centenas de musicas gravadas na Época de Death Row.A maioria foi lançada em álbuns póstumos como “Better Dayz”, “Until the end of time”, “Loyal to the game” e em seu ultimo póstumo “Pac’s Life”.
Tupac é o rapper que mais vendeu álbuns na historia.

Curiosidades
– Tupac era inimigo de várias pessoas, incluindo Jay-Z, Fugges, Da Brat, Junior Mafia, Lil Kim, Lil Shaw, Notorious Big, Puff Daddy, Mobb Deep, Nas, L.L Cool J, Dr. Dre,Deloris Tucher, Chino Xl e outros.
– Antes de 2Pac alcançar a fama, descobriu que havia certas pessoas que queriam matá-lo. Assim,foi pra casa, vestiu o seu colete a prova de balas e se vestiu com todas as armas que tinha.Bateu na porta do pessoal que estava procurando por ele e disse “Voces estão me procurando?”
– Tupac era para atuar no filme Menace to Society mas quando recebeu uma parte menor do que queria, arranjou uma briga com os irmãos Hughes(diretores do filme).Tupac disse:”Eu derrubei um deles e o outro saiu correndo feito uma puta”.
– Tupac acreditava que o caso de estrupo foi uma cilada organizada por Jacques Agnant Jack, a quem Tupac afirmava fazer parte da situação.Tupac retaliou a música Against all Odds, no seu cd Makaveli, dizendo que Jacques era um informante do governo.
– O selo Bad Boy supostamente foi bancado pela Black Mafia, a gangue a que King Tut pertencia.Tupac estava na correria com Tut na semana em que ele foi baleado 5 vezes em New York.Supostamente eles queriam que Tupac se juntasse a Bad Boy.Ele recusou,o que pode ter sido a razão do atentado.Na sequencia, Tut foi assassinado.
– Tupac tinha planos de ser ator bem antes de pensar em ser um rapper.
– Tupac fez teatro na Universidade Baltimors School for The Arts, onde rimava com o nome de MC New York.
– Em um show em Marin County, Tupac entrou em uma briga que foi abordada de maneira muito errada pelo departamento de polícia. Houve um tiroteio e uma bala perdida acabou matando um garoto.
– Tupac foi proibido de tocar em muitos estados porque seus shows eram muito agitados.No cd Daz, na música Initiad ele diz: “Minhas letras são letais, transformam coliseus em cenas de assassinatos.”Ele foi processado por uma mulher que foi baleada em um de seus shows em 1993.Ela disse que ele deixava o público muito agitado.
– Tupac é citado no livro de recordes Guinnes Book, como o cantor mais bem sucedido do Rap Gangsta.
– A música Me and My Girlfriend de Tupac é sobre sua arma e não sobre sua namorada.
– O ator preferido de Tupac era Jim Carrey.Ele costumava imitá-lo
– Algumas das coisas favoritas de Tupac eram refri de laranja Sunkist, as cores preto e ouro, asinhas fritas com molho picante e macarrão com queijo.
– Tupac trabalhava em uma pizzaria chamada Roundtable antes de sua carreira musical.Ele fazia e entregava pizzas.
– Tupac era pra ser o protagonista do filme Higher Learning, mas perdeu o papel para Ice cube.
– O primeiro filme em que Tupac trabalhou foi Nothing But Trouble, com Chevy chase, Demi Moore, e Danny Devito.

2Pac x Notorious BIG
2Pac e Notorious Big eram amigos antes de tudo, chegaram até a fazer alguns trabalhos juntos. A briga entre eles começou quando 2Pac saiu da cadeia, ele notou que Big tinha lançado algumas músicas parecidas com as suas,o que o forçou a mudar toda a estrutura de seu cd, causando a maior rivalidade na história do Hip-Hop.Como vingança 2pac faturou a mulher de Big e falou para o mundo inteiro com a música Hit ´em up.Essa guerra pessoal dos velhos amigos não só inspirou muita controvérsia e manchetes como conseguiu separar uma nação em duas, Leste contra Oeste.Depois dos assassinatos dos dois surgiram várias especulações,alguns falam que foi por causa da velha briga entre os dois, outros dizem que eles forjaram sua própia morte para se vingar um do outro.Falam também que pode ter sido o Suge Knight dono da Death Row Records(gravadora de 2Pac) que encomendou a morte dos dois.Rivalidade entre gangues também foi citada, e tem gente que acredita que o governo tem alguma coisa a ver.A polícia ainda naum finalizou nenhuma das investigações.

Entrevista Notorious B.I.G. a Vibe.
Vibe: Se pudermos, vamos falar um pouco sobre a morte de Tupac. Onde você estava quando ficou sabendo que ele havia morrido?
The Notorious B.I.G.: Quando eu ouvi sobre isso eu estava com o Little Cease em um restaurante em Nova Iorque. Alguém me mandou uma mensagem no pager. Fiquei ouvindo falar que ele havia morrido a semana inteira. Você sabe como são esses boatos… Todos os dias ouvia coisas diferentes. Mas eu não dava muita atenção para oque ficavam dizendo.
Eu conhecia o Tupac. Não era somente uma pessoa qualquer na música que havia sido baleada. Nós dividimos várias paradas juntos, eu sabia o quão ele era forte. Quando ele foi baleado, eu cheguei a pensar, sem problema, ele foi baleado; ele vai se recuperar como da ultima vez, se levantar, fazer algumas músicas sobre isso. Mas quando eu fiquei sabendo que ele tiha realmente morrido, ai pensei, caralho, agora é quente.
A morte dele me fez pensa que poderia ter acontecido com qualquer um. Ele estava no pico de sua carreira, sua música era conhecida, estava fazendo músicas, fazendo muito sucesso. Algumas coisas que ele disse sobre mim nas músicas dele me machucou, mas ao mesmo tempo ele estava preso no mesmo caminho que eu. Ele era um jovem negro ganhando uma cara boa de dinheiro, bebendo pra caramba, fumando pra caraio, a banca dele era enorme. É tipo assim, você tem uns 40 manos com você, e todos fazendo uma coisa, é embaçado você chegar e dizer que não vai fazer aquilo.

Vibe: Você disse que tentou ensinar algumas coisas pra ele, é verdade?
The Notorious B.I.G.: Eu amo todos os meus manos, não importa oque eu tenha que dizer para eles, eu vou senta-los e dizer, “Você não pode fazer isso desse jeito.” Desse jeito você vai acabar assim. Quando as coisas ficam assim, só tem um fim… Eu não gosto disso… Quero dizer, o mano tinha muito talento. Algumas vezes eu ia ver o Tupac em um hotel e era tipo 9 horas da manhã, ele ia até o banheiro pra cagar e saia de lá com duas músicas prontas. Ele escrevia só com um rádio do lado dele, e alguns livros no banheiro. Ele tinha muito talento mesmo. E eu odeio que as coisas tenham ficado assim. O mano foi pego e eu sinto muito pela mãe e pelos amigos dele, tá ligado? Foi uma grande perda para o hip-hop.
Vibe: Parece que você realmente se importava com Tupac levando-se em conta o atrito entre vocês dois…
The Notorious B.I.G.: Ele era meu mano, tá ligado? Foi só um mal entendido que ganhou proporções maiores. E isso me fez sentar e pensar na situação e eu pensava, “Caramba, nós dois devemos ser os filhos da mãe mais poderosos daqui, porque eles tornaram uma briga pessoal entre eu e ele numa briga entre as duas costas (East/West).”
Vibe: Quem são eles?
The Notorious B.I.G.: A midia. Tupac nunca disse “todos vocês da West Coast tem que odiar a East Coast” e eu nunca disse “todos vocês da East Coast tem que odiar a West Coast.” Eles fizeram o seguinte, ele é do West, eu sou do East… Então é East contra o West.
Vibe: Então você se arrepende de nunca ter se sentando com Tupac e tentar amenizar a situação?
The Notorious B.I.G.: Pra falar a verdade, depois que o Tupac foi baleado no estúdio, eu só vi ele depois daquilo uma vez. E foi no Soul Train. E como eu disse antes… A banca dele tava toda lá, a correria, ele tava numa correria da porra… E não sabia oque se passava pela cabeça dele. Era uma situação dificil, de repente poderia acabar rolando alguns tiros… E não da pra conversar nessas circunstâncias. Eu queria ter agarrado ele, jogado ele na limusine e dizer para o motorista, dirija… Pelo menos seria só eu e ele. Seria bem mais fácil pra conversar com ele.
Vibe: Porque ele achava que você e Puffy tinham algo a ver com os tiros que ele levou?
The Notorious B.I.G.: Tupac sabia quem havia atirado nele. Escute as músicas no album Makaveli (The 7 Days Theory) dele. Ele explica tudo que aconteceu aquela noite. Os malucos que ele cita nos sons são os caras que ele acha que tiveram algo a ver com isso. Ele sabia. Ele não podia fazer dinheiro rimando sobre os caras que realmente atiraram nele, tá entendendo? Ele precisava de outro alguém para culpar. E eu fui essa pessoa. Eu acho que foi isso, foi algo trágico. Eu queria ter sentado com ele e conversado sobre isso. Eu sempre disse isso, eu queria que ele não tivesse morrido para ele ver que eu poderia lançar um album duplo também e nem falar sobre toda essa merda, tá ligado?!

Hoje na história: 16 de junho de 1976 - 40 anos do Massacre de Soweto




Hector Pieterson, de 13 anos, foi um dos primeiros alunos a ser morto durante a Revolta de Estudante 16 de junho de 1976, em Soweto. Desde então, tem sido um símbolo de resistência da juventude ao apartheid. Essa revolta começou em 16 de junho como uma marcha de protesto pacífica organizada pelos estudantes da escola em Soweto. Uma das principais queixas foi a introdução do Afrikaans, considerado como a língua do opressor, como um meio de instrução em todas as escolas africanas.

Muitos jovens foram inspirados pelas idéias de Steve Biko e do Movimento Consciência Negra, dando-lhes o impulso necessário para resistir ao sistema de Educação Bantu, introduzido pelo governo do apartheid na década de 1950. Este sistema, apelidado de "educação sarjeta", foi projetado para treinar povos africanos a aceitar um papel subserviente na sociedade apartheid.


Centenas de estudantes se juntaram à marcha de protesto planejado pelo Movimento Estudantil Sul-Africano (SASM), ao Orlando Stadium Leste, onde tinham a intenção de se reunir com as autoridades para expressar suas queixas. Eles carregavam cartazes com slogans - "Fora com Afrikaans ',' Amandla Awehtu '(Power to the People),' Free Azania" (Free África do Sul) e cantou 'Nkosi Sikelel' iAfrika '(Deus abençoe a África), agora o hino nacional da África do Sul.
Em Orlando West, a polícia confrontou os manifestantes e ordenou-lhes a se dispersar. Apesar do caráter pacífico da marcha, o confronto se tornou violenta e foi aqui que um número de estudantes, incluindo Hector Pieterson, foram baleados e mortos. O que era uma marcha estudante, rapidamente entrou em erupção em um levante, que se espalhou para muitas outras partes do país. A fotografia por Sam Nzima de um jovem, Mbuyiswa, transportando os feridos criticamente Hector Pieterson em seus braços, chamou a atenção de pessoas em todo o mundo e destacou as injustiças do apartheid.



Depois de 1976 Uprising uma consciência política intensificada viu o surgimento de novos líderes, como Cyril Ramaphosa, Murphy Morobe, Popo Molefe, Tsietsi Mashinini, Seth Mazibuko e Khotso Seatlholo. organizações cívicas locais fortalecidos e dezenas de homens e mulheres jovens cruzaram as fronteiras do país para se juntar as asas militares do Congresso Nacional Africano (ANC) eo Congresso Pan-Africano (PAC). Muitos foram presos em Robben Island (ao largo da costa perto de Cape Town), onde a geração mais jovem aprendeu muito com os mais velhos camaradas do ANC e do PAC já está lá e, como resultado Robben Island tornou-se conhecida como a "Universidade Robben Island '.
O Uprising Student 1976 mudou o curso da história do Sul Africano e as demandas aceleradas tais como aqueles para a libertação de prisioneiros políticos, a unbanning de organizações políticas e a formação de uma nova África do Sul democrática. Após a primeira eleição democrática em 1994, 16 de junho foi declarado "Dia da Juventude" para comemorar a contribuição da juventude de África do Sul para a luta contra o apartheid.

Africa Revolt

Preta&Gorda

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Dia dos Namorados - #AmorPreto

Boa tarde, galera!

Todos e todas nós sabemos da existência do Racismo. Sabemos como ele se estrutura e sabemos em quais medidas ele nos atinge. É muito comum hoje, em meio a esses discursos sobre diversidade, encontrarmos campanhas publicitárias com um ou dois/duas pretos/pretas marcando presença e sabemos muito bem que isso é uma espécie de cala boca.

Sabemos também da insistência midiática em caracterizar relacionamentos interraciais como solução prática para o fim do racismo. Isso fica muito evidente quando todos os casais das campanhas publicitárias são interraciais. Não mostram a família preta.

Como mulher preta com o mínimo de agência, isso me incomoda bastante. Primeiro, porque fica bastante nítida a necessidade de mascarar o racismo em mensagens subliminares de que ele não existe mais, que todos nós somos amigos, que vivemos tranquilos e em paz socialmente, e sabemos que não. Sabemos que a morte dos nossos jovens pretos, a favelização, a violação do corpo preto é sim coordenado e ordenado pelo branco e isso faz dele o nosso opressor direto. Não há motivos para romantizar isso.

E segundo, porque família preta é a coisa mais linda de se ver! E, ao contrário do que se pensa ou do que se faça crer, uma família preta bem estruturada é que é o solucionador dos nossos problemas, é o que nos dá força, que nos encoraja e que nos prepara para o enfrentamento do racismo.

Pensando nisso e sabendo que as campanhas de Dia dos Namorados não iria nos contemplar, criei uma campanha para mostrar mulheres pretas, gordas, magras, altas, baixas amando pa-ra ca-ram-baaaa! Isso mesmo! Noivas, namoradas, esposas... Todas lindas e maravilhosas com seus amores igualmente lindos e maravilhosos, porque assim o somos! E olha... Ficou lindo hein... Todo mundo querendo mostrar o que o #AmorPreto existe e resiste! Olha só:



Mais afeto!
#4P #AmorPreto

Aziza Awena - Preta&Gorda.
https://www.facebook.com/PretaeGorda/

domingo, 27 de dezembro de 2015

Celebre Kwanzaa!




Por: Ulisses Passos. Acadêmico de Direito, Pan-Africanista e Presidente do CNNC/BA. 

Kwanza é uma celebração dos pretos e pretas norte-americanos, com enfoque sobre os valores Africanos da família preta, da responsabilidade comunitária, o comércio, e a auto-gestão. Kwanza não é um feriado político, ou religioso, mas um momento a celebração do povo preto, dos nossos antepassados e da nossa cultura.
A palavra Kwanza é derivada da frase em Kiswahili ‘Kwanza do Ya Matunda’, que significa ‘Primeiros Frutos da Terra’, fazendo menção aos primeiros frutos em África.



A princípio, a Kwanza era uma festa comemorada no continente africano, na tradição dos povos africanos de reservar determinada época para festejar a fartura da colheita, e juntos cantar, dançar, comer e beber e comemorar a colheita das primeiras frutas e vegetais. Traria os primeiros alimentos que cresceram ou iguarias que faziam destes para a festa.

Seu fundador é Ron Karenga, conhecido também com Ron “Maulana” Everett, Maulana significa o professor Mestre, em Kiswahili. Karenga foi o primeiro preto a estudar na Universidade da Califórnia, onde aconteceu realização da primeira Kwanza no ano de 1966.

A festa do Kwanza é comemorada durante sete dias, a partir do dia 26 de Dezembro até o dia 01 de janeiro, ligada pela luta dos direitos civis nos U.S. A nos anos de 1960. Foi estabelecido com o objetivo de reconectar os africanos em diáspora com suas características ancestrais e culturais, embasado nas tradicionais festas africanas. Karenga também afirma que a festa do Kwanza não é uma substituição a feriados religiosos e sim uma festa em que os pretos e pretas possam comemorar a semelhança de como faziam nossos ancestrais antes de serem seqüestrados pelos Europeus Caucasianos.

O Kinara é o centro do parâmetro da Kwanza e representa o estado original pelo qual viemos: nossos ancestrais. Também está dividido em sete princípios do Kwanza, conhecidos também como Nguzo Saba. O Kwanza se tornou a manifestação cuja filosofia é à recuperação das tradições e razões dos nossos ancestrais perdidas, com ênfase na união comunitária entre os pretos do mundo, movimento político hoje conhecido como PanAfricanismo.
Os sete princípios do Kwanza, cada um deles comemorados em um dia dos sete da festa, são:

UMOJA – Significa unidade, e representa manutenção da unidade na família, na comunidade, na nação e na raça.


KUJICHAGULIA – Significa Autodeterminação, representa os valores de determinação que o povo preto deve apresentar para resolver as questões que nos afligem.

UJIMA – Significa Trabalho Coletivo e Responsabilidade, Construção conjunta e manutenção da nossa comunidade unida para fazer nossos problemas da irmã e dos irmãos nossos problemas e para resolvê-los junto.

UJAMAA – Significa Economia cooperativa, para construir e manter nossas próprias lojas, supermercados e outros negócios e para comercializar junto com nossos irmãos e irmãs pretas.


NIA – Significa Finalidade, almeja a construção do coletivo e tornar-se de nossa comunidade a fim restaurar nossos povos a sua grandeza outrora tradicional.


KUUMBA – Significa Criatividade, tem por objetivo fazer sempre quanto nós pensemos ser necessário, a nossa maneira, a fim deixar nossa comunidade mais bela e benéfica do que quando nós a herdamos, sempre buscando a melhoria do povo preto.

IMANI – Significa Fé, para acreditar com nossos corações em nosso povo preto, nossos pais, nossos professores, nossos líderes e a vitória de nosso esforço.

Esta citação é feita no início da celebração da Kwanza:

‘Para nossa Terra-Mãe, África, berço da civilização.
Para os antepassados e seus indomáveis espíritos
Para os idosos a partir dos quais podemos aprender muito.
Para os nossos jovens, que representam a promessa do amanhã.
Para o nosso povo, as pessoas originais.
Para a nossa luta e na lembrança daqueles que têm lutado em nosso nome.
Para Umoja, o princípio da unidade, que deve nortear tudo o que fazemos.
Para o criador, que fornece todas as coisas grandes e pequenas’




Buck Breaking/Quebrando o Valentão: O Estupro sistemático de Homens Negros durante a escravidão nos EUA


Pesquisa e Tradução: Aristóteles Kandimba.


Um escravo Negro amarrado ao tronco, tendo sido acusado de ser desafiante, descortês e de provocar problemas, era espancado com um chicote até sangrar na frente de toda a congregação de escravos. O senhor, proprietário de escravos, morrendo de medo de uma revolta, mandava cortar uma árvore e, com a ajuda do supervisor, golpeava o "Valentão"  em submissão. Logo após ao desgasto do escravo, o senhor branco ordenava os outros escravos a forçá-lo sobre o toco da árvore, onde as suas calças eram removidas expondo-o totalmente a disposição do malfeitor.  

O que viria a seguir causava medo e terror por todas plantações de escravos do Sul (Estados Unidos da América).




O senhor, ao se despir, explicava para todos, principalmente para os jovens negros mais fortes que, se eles não seguissem as ordens estritas e cumprissem os caprichos dele e do supervisor, que também teriam o mesmo destino, sodomizava selvaticamente o escravo na frente da sua esposa, família, amigos e filhos. Para terminar, convidava também seus associados de outras plantações a participar do que eles chamavam de “Festividade preta”.

Para que o seu plano tivesse efeito, o senhor exigia que a criança do sexo masculino do escravo assistisse de perto para que ele testemunhasse a humilhação sexual do seu pai.


“Buck Breaking/Quebrando o Valentão”, cena imortalizada no filme Pulp Fiction: Tempo de Violência  de Quentin Tarantino, foi uma das ferramentas mais eficazes que os senhores usavam para que nenhum dos seus jovens negros escravos se tornassem desafiantes e vingadores. No processo, também assustava as mães e esposas dos mesmos para que nunca dessem consentimento a uma revolta.

“Buck Breaking/Quebrando o valentão”  era um ato tão bem sucedido que se construiu um "Sex Farm/Fazenda de Sexo", onde os homens brancos podiam viajar de fazenda em fazenda alimentando suas necessidades sexuais sádicas.


Fonte: Diaryofanegress, Observations of an invisible woman.

Do livro “Black Matrix: Perception management Program used to Control Black People (c) 2006, de de Franklin Jones”.